O Investidor Nordestino vem descobrindo o Tesouro Direto

Até o ano de 2002, o investidor pessoa física acessava os títulos do Governo Federal através de intermediários, representados por instituições financeiras, que compravam estes títulos do Governo e os distribuíam às pessoas físicas através de cotas de fundos. Claro, havia um bom custo de intermediação, que se tornava receita para as instituições financeiras.

No ano de 2002, em parceria com a BM&F Bovespa (Atual B3), o Tesouro Nacional criou o programa chamado de Tesouro Direto, que consiste em dar acesso aos investidores pessoa física, através da internet, à compra e venda de títulos da dívida pública federal.

Este programa criou um relacionamento quase que direto do investidor com o Tesouro Nacional, inclusive porque há a necessidade de se ter uma conta em uma corretora de valores. Apesar desta exigência, o programa apresenta-se de forma extremamente vantajosa quando comparado com a forma indireta de compra, vigente até 2002.

 

O Cenário Atual

Nos últimos 12 meses, de maio 2016 a maio 2017, a quantidade de investidores ativos cadastrados na base do Tesouro Direto que são moradores da região nordeste do país cresceu 94%. Ou seja, em maio de 2016, havia 23.380 investidores, já em maio deste ano tínhamos 45.342. A concentração no eixo Sul-Sudeste ainda é brutal, estas duas regiões juntas representam 81% da base de investidores cadastrados, sendo 66,6% para o sudeste e 14,4% representados pelos moradores da região sul do país.

Apesar das enormes vantagens trazidas ao investidor pelo programa, ainda há pouca representatividade quando comparamos ao total da população. O programa contava com 493.000 investidores ativos em maio de 2017. Para um contingente populacional de 210 milhões de brasileiros, há apenas 0,23% da população brasileira ativa no Tesouro Direto. Já o mesmo indicador para a população do Nordeste é de minúsculos 0,08%.

Ao contrário do que pode pensar a maior parte população, o Tesouro Direto não é exclusivo aos que tem grandes fortunas. A partir de pouco mais de R$ 30,00 reais já é possível aplicar. O segredo fica na escolha da corretora de valores, já que algumas cobram, outras não. O custo do investimento, em uma corretora que não cobra, é de 0,3% ao ano sobre o total do valor investido, pagos à B3, já em uma corretora que cobra, seriam os 0,3% ao ano à B3, adicionado ao percentual cobrado pela corretora.

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