Cuidado! A “SUA” inflação e a preservação do seu patrimônio.

Cuidado! A “SUA” inflação e a preservação do seu patrimônio.

(Cada pessoa tem a “sua inflação”)

 

                Falando em termos básicos, a inflação consome o poder de compra do nosso patrimônio. Há uma noção generalizada, portanto, de que é importante ganhar de rendimento a própria inflação, digamos 3% ao ano, MAIS alguma coisa. Esta “alguma coisa” que supera a inflação denomina-se juro real.

                Após conceituar a inflação e os juros reais, vamos tratar aqui, com mais detalhes, a “inflação” e a “sua inflação”. A inflação aqui analisada é dada pelo IPCA, que é o índicemais utilizado na vida dos cidadãos, e que, inclusive, corrige os títulos públicos federais acessíveis através do tesouro direto.

O IPCA é uma cesta teórica de consumo, que mede a variação de preços em algumas capitais do Brasil, considerando a cesta de consumo de famílias que ganham entre R$ 937,00 e R$ 37.500,00. Isto mesmo, de 1 a 40 salários mínimos, o que por si já representa uma grande incongruência. O objetivo não é criticar a métrica do IPCA, mas mostrar o quão discrepante pode ser a “sua inflação” de uma inflação medida por este índice.

                A título ilustrativo, vamos mencionar dois fatos. Quem ganha R$ 937,00 por mês provavelmente não contrata educação privada para os filhos ou mesmo um plano de saúde. Logo, a cesta desta pessoa é muito menos impactada pela variação de preços destes dois serviços (educação e plano de saúde). Já no caso de os alimentos subirem muito, quem recebe R$ 937,00 será mais impactado, pois uma maior parte de sua renda é utilizada para compra de alimentos. Percebem?

                Bom, agora que sabemos como e porque cada família/indivíduo tem a “sua inflação”, vamos aos dados. A inflação medida pelo IPCA de Jan/2017 a Dez/2017 está estimada em 3,09%, segundo o boletim do Banco Central publicado no dia 20/11/2017.

Ora, se a inflação estimada para o ano de 2017 fica na casa dos 3%, alguém conseguiria me explicar como houve evolução dos seguintes preços:

O meu plano de saúde variou 13,5%. A minha conta de luz subiu 18%. Pelas minhas contas a gasolina subiu de R$ 3,08 o litro para R$ 3,99, quase 30%. Para quem tem filho(s) em idade escolar, me contem quanto vai subir a mensalidade para 2018!?

                Agora, diante de tudo isto, para quem já tem a cultura de investir em papéis/títulos que pagam a inflação (IPCA) mais “alguma coisa”, CUIDADO! Este pretenso conforto de estar tendo ganho real efetivo pode ser uma inverdade.

                Se você tem um título comprado através do tesouro direto que te paga IPCA + 5%, lembre que você pagará imposto de renda. Como mero exercício, o IPCA sendo  3% e o “alguma coisa” sendo 5%, terás 8%, deduzindo-se os 15% de imposto de renda a remuneração líquida cai para 6,8% ao ano.

                Assim, se a sua cesta de consumo ou a de sua família, ao invés da cesta teórica e bastante ampla medida pelo governo, tiver variado, por exemplo, 7%, você PERDEU O EFETIVO poder de compra de seus investimentos.

 

O Investidor Nordestino vem descobrindo o Tesouro Direto

Até o ano de 2002, o investidor pessoa física acessava os títulos do Governo Federal através de intermediários, representados por instituições financeiras, que compravam estes títulos do Governo e os distribuíam às pessoas físicas através de cotas de fundos. Claro, havia um bom custo de intermediação, que se tornava receita para as instituições financeiras.

No ano de 2002, em parceria com a BM&F Bovespa (Atual B3), o Tesouro Nacional criou o programa chamado de Tesouro Direto, que consiste em dar acesso aos investidores pessoa física, através da internet, à compra e venda de títulos da dívida pública federal.

Este programa criou um relacionamento quase que direto do investidor com o Tesouro Nacional, inclusive porque há a necessidade de se ter uma conta em uma corretora de valores. Apesar desta exigência, o programa apresenta-se de forma extremamente vantajosa quando comparado com a forma indireta de compra, vigente até 2002.

 

O Cenário Atual

Nos últimos 12 meses, de maio 2016 a maio 2017, a quantidade de investidores ativos cadastrados na base do Tesouro Direto que são moradores da região nordeste do país cresceu 94%. Ou seja, em maio de 2016, havia 23.380 investidores, já em maio deste ano tínhamos 45.342. A concentração no eixo Sul-Sudeste ainda é brutal, estas duas regiões juntas representam 81% da base de investidores cadastrados, sendo 66,6% para o sudeste e 14,4% representados pelos moradores da região sul do país.

Apesar das enormes vantagens trazidas ao investidor pelo programa, ainda há pouca representatividade quando comparamos ao total da população. O programa contava com 493.000 investidores ativos em maio de 2017. Para um contingente populacional de 210 milhões de brasileiros, há apenas 0,23% da população brasileira ativa no Tesouro Direto. Já o mesmo indicador para a população do Nordeste é de minúsculos 0,08%.

Ao contrário do que pode pensar a maior parte população, o Tesouro Direto não é exclusivo aos que tem grandes fortunas. A partir de pouco mais de R$ 30,00 reais já é possível aplicar. O segredo fica na escolha da corretora de valores, já que algumas cobram, outras não. O custo do investimento, em uma corretora que não cobra, é de 0,3% ao ano sobre o total do valor investido, pagos à B3, já em uma corretora que cobra, seriam os 0,3% ao ano à B3, adicionado ao percentual cobrado pela corretora.

A “desbancarização” dos investimentos e a transparência

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A maior corretora de investimentos do país teve, dias atrás, praticamente 50% da sua participação societária vendida por R$ 5,7 bilhões a uma das maiores e mais tradicionais instituições financeiras do cone sul. A XP investimentos, com cerca de R$ 80 bilhões sob custódia, é a maior do mercado, e vinha em uma cruzada em prol do movimento de “desbancarização”, que consiste em fazer aplicações financeiras através de outros meios que não em bancos.

A desbancarização é vendida pelas corretoras como a opção menos onerosa, além de oferecer ao investidor uma plataforma “multimarca”, isto é, podemos encontrar entre as opções oferecidas pelas corretoras, investimentos de diversos tipos, riscos e emissores dos papeis para investimentos.

De fato, os custos operacionais reduzidos em relação aos bancos, bem como um grau mais elevado de independência, permite às corretoras oferecer taxas mais benéficas ao investidor. O detalhe, porém, reside no fato de vivermos um período no qual a evidência das corretoras ter vindo em velocidade infinitamente superior à educação ao investidor para tamanha oferta de produtos em formato de assessoria e/ou self-service. No modelo bancário tradicional, o gerente de contas é a grande figura a auxiliar o poupador a eleger as soluções/produtos para seus investimentos.

Já no modelo das corretoras independentes, há a figura do agente de investimentos. Na hipótese do cliente possuir maior entendimento acerca de produtos financeiros, este pode optar por escolher os próprios produtos, quando não, pode contar com o auxílio da instituição.

Não há como negar, a exemplo do que ocorre em outros segmentos, haver uma discrepância de informações/conhecimento entre quem compra e quem vende determinado produto. Em se tratando de produtos financeiros, nos quais as variações de regra, tributação, liquidez e risco são quase infinitas, mais ainda.

É neste cenário que surge o profissional independente, aquele sem vínculo com instituições financeiras, e que portanto não recebe nenhuma contra partida das instituições financeiras ao oferecer/indicar soluções aos seus clientes. Em países mais desenvolvidos, a exemplo dos EUA, profissionais certificados precisam dar transparência ao cliente, determinando se serão remunerados exclusivamente por eles, pelas instituições ou empresas do ramo financeiro ou, em último caso, pelos dois.

Não se trata de afirmar que um modelo é superior ao outro. Em verdade, cabe a cada cliente buscar o modelo que lhe inspire mais segurança e melhor atenda às suas necessidades. O bom profissional, de qualquer setor, independentemente da forma como cobra, deve agir sempre de forma ética e transparente com o seu cliente.

Evento Planejamento Financeiro – Semana ENEF

Caros Leitores,

Peço-lhes desculpas pela falta de assiduidade no conteúdo, como devem imaginar, o assessoramento de cliente para Imposto de Renda consumiu bastante do meu tempo, para tentar recuperar o tempo perdido, teremos uma excelente notícia!!

(Link para o evento no final do post)

Um evento gratuito, recomendado a todos em busca de mais informações sobre Planejamento Financeiro.

Este evento é iniciativa da CVM em parceria com a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, da qual sou membro, visa, entre outras coisas, despertar na população a importância de se planejar.

Serei palestrante, do evento que ocorrerá no Auditório da FBV, no dia 08 Maio às 19:00.

 

 

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Mais informações sobre o evento: aqui

Inscrições Através do link: aqui

 

Planejamento financeiro é fundamental na hora de sair da casa dos pais

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Ter uma organização do orçamento é importante para assumir as responsabilidades

Fonte: ZAP em Casa Autor ZAP em Casa

 

Vontade de ter mais liberdade, de ter o seu espaço e de querer tocar a vida de forma mais independente não são os únicos fatores que devem ser levados em consideração na hora de sair da casa dos pais. Além disso, é preciso ter um planejamento financeiro para assumir as responsabilidades para que as demandas caibam dentro do orçamento. Afinal de contas, ninguém vai sair da casa dos pais pensando em voltar no primeiro aperto financeiro. Portanto, é preciso ficar bastante atento aos futuros gastos e ter um planejamento financeiro antes de ter a sua própria casa.

 

 

No Brasil, é crescente o percentual de jovens entre 25 e 34 anos que continuam vivendo na casa dos pais. Para o planejador financeiro Paulo Marostica, em muitos casos, um dos fatores para a saída mais tardia é a questão do padrão de vida. “O brasileiro de classe média e classe média alta só quer sair da casa dos pais quando tem condições de ter o mesmo padrão de vida que os pais podem dar. O detalhe é que ele esquece que os pais estão em uma velocidade da carreira de 20 a 30 anos, enquanto os filhos querem ter isso logo”, afirma.

 

Ele cita o exemplo que um jovem sai do ensino médio e vai trabalhar ganhando um salário mínimo mais benefício aos 18 anos e, se decide morar sozinho, provavelmente não vai conseguir morar em um bairro na mesma localização e no mesmo padrão que os pais. “Mesmo que ele alugue um apartamento mais barato, por R$ 1000, por exemplo, e resolva dividir com mais dois amigos, vai gastar metade do seu orçamento apenas no aluguel. Ou seja, essa estrutura o leva a ficar mais tempo na casa dos pais”, esclarece Paulo Marostica.

 

Porém, em alguns casos, o planejador financeiro aconselha a permanência por mais tempo na casa dos pais, principalmente no que diz respeito a fazer uma reserva financeira antes de se mudar para sua própria casa. “Se as relações pessoais e exigências de comportamento dos pais cabem no estilo de vida a que o jovem se propõe, é bom que ele fique o tempo suficiente para poupar o máximo possível para ter uma estrutura financeira melhor na hora de alçar o próprio voo”, sugere.
Porém, se chegou a hora de deixar a casa dos pais, alguns cuidados são necessários. “Primeiro é preciso poder para depois querer”, alerta o planejador financeiro. Ele afirma que, neste estágio inicial da vida, muitas vezes é melhor pagar um aluguel do que se comprometer a comprar um imóvel. “A carreira profissional não está totalmente estável ainda e pode surgir uma oportunidade melhor de emprego em outra cidade. Para comprar um imóvel e vender depois, ele vai deixar entre 5% e 6% na mesa. É melhor, neste caso, pagar um aluguel e investir em títulos, que vão render e, mais tarde, eles serão vendidos para comprar um imóvel mais definitivo”, explica.

 

Ter estabilidade profissional também é importante. “Não na questão de ter um emprego estável em determinada empresa, mas de ter segurança profissional na profissão de uma forma geral para garantir uma maturidade de renda para arcar as despesas sem afetar a capacidade de poupança”, afirma Marostica. Além disso, em muitos casos, a saída da casa dos pais está atrelada à ideia de formar uma família. “Neste caso, é bom porque porque a pessoa pode compor a renda com o companheiro, ou seja, vai poder dividir as despesas”, completa.

 

Por fim, é preciso fazer um balanço de gastos, colocar tudo na ponta do papel para entender se as contas cabem no orçamento. “Tem que colocar todos os gastos: telecomunicação, condomínio, alimentação, faxina, aluguel ou prestação são alguns exemplos dos gastos que serão assumidos”, detalha o planejador financeiro. Ele afirma que nesta idade não é hora de se preocupar com conforto, mas sim em ter uma poupança. “Na hora de sair da casa dos pais, a pessoa vai assumir um monte de despesas e atitudes no dia a dia podem ajudar a economizar. A ideia é não ficar na base da preguiça, por exemplo. Se tem um estacionamento de R$ 10 ou você pode estacionar de graça e caminhar 50 metros, escolha a segunda opção. São pequenas despesas no dia a dia que podem fazer a diferença no orçamento no fim do mês”, diz.

 

Outras atitudes simples podem fazer com que os gastos sejam menores e se adequem melhor ao bolso. “As empresas oferecem possibilidades inteligentes de combos, como internet mais televisão a cabo. No caso de um casal, eles podem avaliar se é preciso ter dois carros. É preciso avaliar o que vai comprar no supermercado ou se vai comer mais fora para não gastar sem necessidade”, complementa Paulo Marostica.

Cinco dicas para quem pretende sair da casa dos pais:

– Coloque no papel todos os futuros gastos, seja com aluguel, prestação, contas de energia, água, gás e telefonia, além de uma previsão de gastos com supermercado, faxina e saídas para ver se a mudança é viável;

– Considere gastos iniciais para a mudança e para a estrutura da nova casa, como móveis, eletrodomésticos e utensílios;

– Caso o orçamento vá ficar muito apertado, cogite dividir o apartamento com outra pessoa e, assim, dividir os gastos também;

– Encontre um imóvel que caiba no seu bolso, seja o aluguel ou o valor da prestação;

– Antes de se mudar, faça uma reserva financeira para não ser pego desprevenido e precisar voltar para a casa dos pais no primeiro imprevisto;

Seus ganhos financeiros traduzidos em Iphones

IPHON7_GANHOS FINANCEIROS

Como planejador financeiro percebo que muitas pessoas se afastam do cuidado com as suas finanças pessoais por terem uma impressão de que o tema é complexo. Diante disto, resolvi tentar simplificar e montar este artigo, que demonstrará a conversão dos ganhos dos juros fazendo uma comparação com se fossem Iphones:

Para uma pessoa com uma reserva financeira de R$ 50.000,00 em 2015, e que deixou o recurso alocado nas seguintes aplicações:

POUPANÇA:
a) A poupança rendeu, em 2015, 7,95%;
b) A poupança é isenta de Imposta de Renda;
c) A Inflação pelo IPCA (teoricamente o que mais afeta o cidadão) foi, em 2015, 10,67%;
Logo, o investidor que ficou em poupança, em 2015, PERDEU 2,46% em termos reais, ou seja, R$ 1.230,00. Convertendo para Iphones, este cidadão saiu “devendo” 35% do valor do Iphone 7.

CDB:
a) O CDI médio, em 2015, foi de 13,18%;
b) O CDB é calculado em função do CDI. Se o banco pagasse 95% do CDI para o investidor com R$ 50.000,00, seria uma ótima remuneração. Para esta demonstração,e mais condizente com a realidade, consideraremos 80% do CDI, o que equivale a 10,54%.
c) Para o período investido, de 365 dias, este investidor pagaria um Imposto de renda de 17,5%, portanto a taxa líquida cairia de 10,54% para 8,96%.
d) A Inflação pelo IPCA (teoricamente o que mais afeta o cidadão) foi, em 2015, 10,67%;
Logo, o investidor que ficou em CDB, a 80% do CDI, em 2015, PERDEU 1,54% em termos reais, ou seja, R$ 771,48. Convertendo para Iphones, este cidadão saiu “devendo” 22% do valor do Iphone 7.

LCI:
a) O CDI médio, em 2015, foi de 13,18%;
b) A LCI é calculada em função do CDI. Se o banco pagasse92% do CDI para o investidor com R$ 50.000,00, seria uma ótima remuneração. Para esta demonstração, consideraremos 84%do CDI, o que equivale a ou 11,07%.
c) A LCI é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas.
d) A Inflação pelo IPCA (teoricamente o que mais afeta o cidadão) foi, em 2015, 10,67%;
Logo, o investidor que ficou em LCI, a 84% do CDI, em 2015, GANHOU0,36% em termos reais, ou seja,R$ 180,72. Convertendo para Iphones, este cidadão teria ganho o equivalente a 5% do valor do Iphone 7.

CRI:
a) O CRI é calculado normalmente pelo IPCA, adicionado a uma taxa de juros pré determinada no ato da compra. Um CRI comprado em 2015 pode ter sido adquirido à remuneração de IPCA + 7%.
b) O CRI é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.
c) A Inflação pelo IPCA (teoricamente o que mais afeta o cidadão) foi, em 2015, 10,67%;
Logo, o investidor que ficou em CRI, a IPCA + 7%, em 2015, GANHOU7% em termos reais, ou seja, R$ 3.500,00. Convertendo para Iphones, este cidadão saiu “ganhando” 100% do valor do Iphone 7, ou seja, teria comprado o produto sem desembolsar nada.

Tesouro IPCA +:
a) O Tesouro IPCA + é calculado normalmente pelo IPCA, adicionado a uma taxa de juros pré determinada no ato da compra. O Tesouro IPCA + comprado em 2015 pode ter sido adquirido a IPCA + 6,6%.
b) O Tesouro IPCA +segue a tabela regressiva, e para um investimento de 365 dias é descontado de Imposto de Renda em 17,5%.
c) A Inflação pelo IPCA (teoricamente o que mais afeta o cidadão) foi, em 2015, 10,67%;
Logo, o investidor que ficou em Tesouro IPCA +, a IPCA + 6,6%, em 2015, GANHOU3,84%(*) em termos reais. Portanto, convertendo para Iphones, este cidadão saiu “ganhando”R$ 1.920,00, ou55% do valor do Iphone 7.
(*) O IR incide sobre o resultado da rentabilidade deste título, que é de 1,1067 x 1,066, ou seja, 17,9%.

É IMPORTANTE LEMBRAR QUE CADA UM DOS INVESTIMENTOS ACIMA POSSUI RISCOS, LIQUIDEZ E CARACTERÍSTICAS DIFERENTES.

Planejador Financeiro: carreira em ascensão no Brasil

Crescimento Planejadores

 

Uma profissão ainda nova no Brasil e pouco conhecida é a do Planejador Financeiro, multiespecialista com conhecimento sobre os diferentes instrumentos financeiros disponíveis no mercado de capitais, seguros, previdência pública e privada, tributação, entre outros. No Brasil, existem hoje cerca de três mil planejadores financeiros credenciados pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, que fornece o CFP (Certified Financial Planner), certificação internacional que habilita o profissional, já que a carreira ainda não é regulamentada por lei. Nos EUA, no entanto, a carreira já é mais popular, somando mais de 75 mil profissionais CFP atuantes.

 

“No Brasil, cerca de apenas 20% trabalha de forma independente. A maioria está dentro dos bancos atendendo às grandes contas. Mas com a digitalização de diversos serviços bancários, bem como a consolidação/fusão entre bancos, muitos profissionais estão considerando atuar por conta própria, de forma independente. Para se ter uma ideia, nos últimos 10 anos, o número de planejadores certificados cresceu cerca de 1.500% no Brasil”, explica Paulo Marostica, embaixador na região Norte/Nordeste da Planejar.

 

Um planejador financeiro pode ter formações diversas, seja em Economia, Contábeis, Administração, Engenharia e até mesmo Psicologia. Ou seja, é preciso ter habilidade para números, mas também saber lidar com o “fator humano”. “Isto porque o profissional, ao elaborar um planejamento financeiro individual ou familiar, precisa considerar fatores mais abrangentes sobre a vida do cliente, e não apenas coletar seus dados financeiros. É preciso entender seus hábitos, sua personalidade, modo de vida, histórico da família, situação financeira dos filhos, entre outros aspectos”, afirma Paulo Marostica.

 

Com este diagnóstico em mãos, o planejador pode orientar o cliente a organizar suas finanças, pode ajudar a identificar oportunidades de aumento de ganhos e diminuição de despesas e desenvolver uma estratégia de investimentos. Ou seja, o planejador financeiro ajuda o cliente a pensar nos seus objetivos futuros e em como alcançá-los. Além disso, o profissional pode atuar, ainda, em palestras de conscientização financeira para empresas e grupos ou em cursos de educação financeira sob medida.

 

CFP Para conquistar o Certified Financial Planner, o profissional precisa passar por uma série de avaliações, divididas em seis módulos. Planejamento financeiro e ética, gestão de ativos e investimentos, planejamento de aposentadoria, planejamento de riscos e seguros e planejamento fiscal estão entre os temas que o candidato precisa dominar para receber a certificação. O processo completo pode durar até um ano e meio para ser finalizado, a depender da disponibilidade do candidato em realizar as avaliações.

Rendimento da Poupança fica abaixo do CDI

Rendimento Poupança

A aplicação é segura e prática, mas não traz bons rendimentos. Entenda o problema e transforme sua vida financeira.
Aplicar na poupança significa encontrar um lugar seguro para investir, certo? A aplicação simples e de baixo risco tem hoje 61% dos brasileiros adeptos, segundo pesquisa recente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O problema é que o rendimento da poupança , ficando por vezes abaixo da inflação, não é nada quando comparado com os retornos obtidos na Renda Fixa .

Ao longo da última década, o rendimento da poupança não superou o CDI em NENHUM ANO. Para quem não se lembra, o CDI é o principal referencial das aplicações de Renda Fixa (como CDBs , LCIs e LCAs ) e anda lado a lado com a taxa Selic, referencial de retorno para o título público Tesouro Selic .

Mas muitas pessoas ainda defendem a querida caderneta por sua liquidez, ou seja, a possibilidade de retirar a quantia depositada a qualquer momento. Porém, nem essa argumentação salva a poupança. “Mesmo com liquidez diária, a rentabilidade está atrelada à data de aniversário, ou seja, ao dia de abertura da conta. Se for o dia 20, por exemplo, e voce? precisar sacar os recursos no dia 18, deixa de ganhar os rendimentos daquele me?s’, afirma Beatriz Cutait , editora de finanças pessoais da consultoria Empiricus Research e responsável pelo relatório Você Investidor .

Saia da Poupança e faça seu dinheiro render ———————————————————————-

Mas onde investir ? Existem várias saídas interessantes para quem deseja sair da poupança e começar a investir e preparar um bom colchão de liquidez em outros produtos de Renda Fixa . Afinal, não há motivos para continuar na poupança . No fim do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões – contra R$ 658,5 bilhões em janeiro deste ano. E muita gente tem percebido o maior valor de aplicações como o Tesouro Direto , LCI/LCA e fundos de investimento .

“O Tesouro Selic , por exemplo, é um título público pós-fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic. Ele tem rentabilidade diária e seu valor de mercado, por acompanhar a taxa Selic, apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada’, afirma Walter Poladian , planejador financeiro e consultor de investimentos da Empiricus . “Ele é uma opção interessante para quem está começando a investir e procura um investimento seguro.”

Fonte:  Terra – Notícias | Notícias | BR

https://noticias.terra.com.br/dino/rendimento-da-poupanca-fica-abaixo-do-cdi,4bba0c971961bcb043a9805fb3a606e2jx2h0dbz.html

 

Diminui a distância entre o contribuinte e o fisco

Fisco

 

“A Suíça dá adeus a 80 anos de sigilo bancário”; é o que traz a manchete recente do periódico espanhol El País.  Não é novidade que o terrorismo e a crise financeira global iniciada nos EUA, tendo seu ápice em setembro de 2008, com a derrocada do lendário banco Lehman Brothers, trouxeram aos reguladores dos mercados financeiros globais enormes desafios. Ao contrário do que se poderia pensar, umas das visões que ganhou mais força entre os reguladores no pós-crise não foi a de se reduzir a alavancagem dos bancos, mas a de controlar, ou melhor, a de saber quanto os contribuintes de determinado país possuem fora da jurisdição na qual declaram seus impostos.

 

Neste sentido, o Congresso dos EUA aprovou, em 2014, o que denominou de FATCA (Foreign Account Tax Compliance Act), ou em tradução livre “Lei de controle de contas no exterior”. Como sugere o nome, a autoridade americana decidiu, através de acordos bilaterais com países signatários, saber quanto os cidadãos americanos possuem fora de seu território. O detalhe é que este acordo bilateral é uma via de mão dupla, isto é, as autoridades dos demais países receberão do governo americano informações semelhantes caso algum contribuinte de seu país tenha conta nos EUA.

 

Este movimento de transparência iniciado pelos EUA terminou por impactar boa parte do mundo, não necessariamente por uma visão altruísta dos demais governos, mas pela possibilidade de um país não signatário ser incluído em alguma “lista negra”, podendo sofrer sanções. Através de uma iniciativa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e com endosso de outros organismos multilaterais, dentre eles o G-20, está em vigor o CRS (Common Reporting Standards), em tradução livre “Padrão Comum de Informações”. O CRS pode ser considerado um FATCA mais efetivo, vez que é multilateral, enquanto o FATCA é apenas bilateral.

 

Em números de janeiro de 2017, o FATCA tem 113 países trocando informações com os EUA. Já o CRS possui 31 países trocando informações entre si, e com previsão de que este número aumente para 87 países até o final de 2018. No Brasil, as mudanças vindas de fora foram assimiladas e, desde julho de 2015, com efeitos práticos a partir de setembro de 2015, foi editada a Instrução Normativa nº RFB 1.571, e-Financeira. Este instrumento passa a ser o único canal de prestação de informações pelas instituições financeiras à Receita Federal, tendo incorporado, além das informações prestadas na antiga Dimof – Declaração de Informações Financeiras, dados sobre aplicações financeiras, seguros, planos de previdência privada e investimentos em ações.

 

Em outras palavras, o raciocínio provável da Receita Federal foi: “Já que iremos compartilhar informações de contribuintes estrangeiros com autoridades estrangeiras, porque não utilizar para nós mesmos as informações dos contribuintes brasileiros?”. Neste arcabouço, a Instrução Normativa em questão trouxe novos limites mínimos de operações a serem informadas, que passou a ser de R$ 2 mil mensais para a pessoa física e R$ 6 mil para jurídica.

 

Em resumo, diante de pressões externas, tivemos que alterar regras e equipar o nosso fisco para atender às mudanças emanadas de fora para dentro. Diante do acesso às movimentações dos contribuintes brasileiros, sejam estas no Brasil ou no exterior, não se trata mais de uma questão de se “saber ou não” sobre a vida do contribuinte, mas uma questão econômica de “valer ou não” a pena cobrar deste ou daquele contribuinte caso existam irregularidades.

 

IPTU e IPVA, pagar à vista ou parcelado?

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O Carnaval está chegando e o mês de fevereiro traz consigo algumas obrigações que os brasileiros conhecem muito bem.

 

Dentro de poucos dias estaremos pagando compulsoriamente o IPTU e o IPVA. O IPTU, Imposto Predial Territorial Urbano, é de cunho municipal. Já o IPVA, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, é de competência estadual.

 

O fato de que pagamos impostos e não recebemos do estado o equivalente em serviços é sempre muito recorrente nas conversas informais, entretanto, apesar das reclamações do não cumprimento dos deveres do estado, boa parte da população que pode pagar estes impostos ousa não pagá-los.

 

Diante da obrigação que se impõe, e da opção dada pelas administrações estaduais e municipais, vale a pena pagar à vista ou parcelar?

 

Diferente do que pensa boa parte da população, não é uma conta simples. Intuitivamente, somamos todas as parcelas e depois dividimos esta soma pelo valor total à vista para chegamos em um percentual que julgamos ser o desconto que se ganharia ao optar pelo pagamento em uma única vez.

No entanto, a conta é um pouco mais complexa. Como não é objetivo deste post explicar os meandros da matemática financeira, segue link para uma calculadora simples, desenvolvida pelo Prof. Samy Dana em parceria com a Rede Globo, que tenho certeza será de grande valia aos leitores.

LINK PARA A CALCULADORA:

http://especiais.g1.globo.com/economia/2017/calculadora-ipva-e-iptu/